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Um panorama do setor de comércio e serviços no Brasil

Publicação analisa a evolução do setor nas últimas décadas e seu papel na retomada do crescimento econômico nacional.

Por Renata Dias

Hardcover-Book-Hand

Analistas de mercado costumam dizer que o setor de comércio e serviços é um termômetro da economia. Com o objetivo de avaliar as principais determinantes da área a partir de meados dos anos 2000, o estudo “Panorama do Setor de Comércio e Serviços” é mais uma publicação produzida no âmbito do Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo (PNDV), parceria da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De autoria de José Oswaldo Cândido Junior e Andrei Gomes Simonassi, com revisão técnica de Éverton Chaves Correia, o estudo analisa a fase de expansão do setor de comércio e serviços de 2000 a 2014, depois passa pelo ciclo recessivo e termina com os desafios e o papel da área para a retomada do crescimento econômico no país.

De acordo com a publicação, o setor de comércio e serviços passou por um processo de acelerada expansão, acompanhando o ciclo de crescimento nacional. A redução do desemprego, o crescimento da renda das famílias acima do crescimento do PIB, a melhoria da distribuição de renda e das condições de crédito, e a emergência de uma nova classe média afetaram positivamente a área pelo lado da demanda no período de 2002 a 2013. Além disso, os preços relativos dos serviços foram impulsionados pelo crescimento do consumo final e pela pressão de custos salariais. Em conjunto esses fatores foram importantes para determinar um aumento da participação do comércio e dos serviços no produto da economia.

Vale destacar que a dinâmica dos diversos segmentos do setor de serviços não foi homogênea. Nesse sentido, o estudo destaca em especial o desempenho do comércio que aumentou sua participação na economia de forma contínua entre 2002 a 2014, quando sua participação na economia cresceu de 7,7% para 13,5% do PIB nesse período. Já pela ótica da oferta, os pesquisadores analisaram as características do mercado de trabalho, como a geração de empregos e a rotatividade do comércio e dos serviços. O setor emprega cerca de 72% da mão-de-obra e, dessa forma, a sua dinâmica tem um peso extraordinário e dita os rumos do mercado de trabalho do País.

Por outro lado, fica claro que as condições que determinaram esse ciclo de crescimento econômico não devem se repetir no Brasil. A análise do biênio 2015-2016 elucida os fatores que determinaram o ciclo recessivo na economia, seus efeitos sobre o mercado de trabalho e sobre do valor adicionado dos diversos segmentos do setor de serviços. A volta do desemprego e a queda dos índices de confiança tiveram impacto significativo sobre as vendas e receitas do setor, em especial do comércio.

A publicação também procurou discutir o novo ciclo que se anuncia e o papel do setor de comércio e serviços na retomada do crescimento econômico. Para os pesquisadores, é preciso alertar que o principal desafio continua sendo a sustentabilidade fiscal. Por outro lado, o reequilíbrio macroeconômico é condição necessária, porém, não suficiente, para garantir um ciclo de crescimento sustentado e de longo prazo. Nesse sentido, o crescimento econômico no Brasil e a retomada do setor de comércio e serviços vão depender fundamentalmente de aumentos de produtividade.

“Portanto, dado a importância do setor de comércio e serviços no produto e no emprego no Brasil, que alcança mais de 70% nas duas dimensões, é fundamental para o País que se possa elevar a produtividade setorial. Esse desafio somente será possível se melhorarmos um ambiente de negócios e de operação das empresas”, conclui o estudo. É importante reduzir custos de transação, desburocratizar, simplificar, reduzir a insegurança jurídica e corrigir deficiências regulatórias.

No final, a publicação traz uma série de proposições legislativas e medidas infralegais que permitirão ao setor de comércio e serviços elevar sua contribuição para o crescimento econômico e da renda do País. A recomendação é pela busca incessante de melhorias na agenda de produtividade, pois dela dependerá o crescimento do setor e do País.

 

No detalhe – Principais tópicos do estudo

1) Evolução e principais determinantes da expansão do setor de comércio e serviços do Brasil
– A fase de expansão do setor (2000 a 2013)
– O Crescimento do Comércio, a Importância dos Shoppings Centers e do Sistema de Franquias
– O Mercado de Trabalho e Produtividade
– Os impactos da crise econômica (2014 a 2016)

2) As condições para retomada da economia e recuperação do setor de comércio e serviços

3) O desafio da produtividade e o papel das re3formas microeconômicas

4) A agenda da competitividade e os determinantes da produtividade
– Ambiente Tributário
– Ambiente das Relações de Trabalho
– Redução do Custo do Financiamento
– Desburocratização e Ambiente de Negócios
– Infraestrutura
– Qualidade da educação
Confira a publicação na íntegra no site do PNDV: http://pndv.org.br/

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