17ª edição

Publicação identifica características responsáveis pelo sucesso de micro, pequenas e médias empresas

Por Renata Dias

miolo

Qual é o segredo das empresas que se destacam e alcançam o sucesso? Com o objetivo de avaliar os modelos de negócio adotados por micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) com crescimento sustentado baseado na inovação de produtos, serviços, processos e mercados, já está disponível o estudo Modelos de negócio de sucesso centrados na inovação. A publicação foi produzida no âmbito do Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo (PNDV), parceria entre a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De autoria de Nielson Montenegro de Oliveira e Maria do Rosário Rodrigues Montenegro e com revisão técnica de Éverton Chaves Correia, a pesquisa tomou como base as dimensões da inovação indicadas por Mohandir Sawhney; para as escalas de medição de grau de maturidade, foi utilizada uma metodologia que visou a reduzir a subjetividade das avaliações, dando maior consistência aos resultados. A opção por essa metodologia deveu-se ao fato de indicadores tradicionalmente usados para medir o grau de inovação nas organizações, como número de patentes e percentual do faturamento aplicado à pesquisa e desenvolvimento, não serem adequados a MPMEs. Embora as métricas financeiras sejam relevantes no mundo empresarial, uma das particularidades das MPMEs é que as alocações de recursos não são bem documentadas.

Os líderes empreendedores das MPMEs estão muito mais preocupados em resolver problemas de gestão, de falta de mão de obra qualificada e de atendimento e encontram dificuldade para focar em soluções, métodos ou ferramentas que auxiliem na busca por conhecimento, almejando crescimento e investimento em inovação. O comportamento empreendedor é o pano de fundo para o fomento da inovação, da busca e identificação de oportunidade, do trabalho criativo, dos processos empresariais de forma mais integrada e para a organização do trabalho.

No varejo, inovação significa a capacidade de o varejista captar e entender as mudanças nos desejos e necessidades dos clientes e a eles responder continuamente, um exercício de percepção constante, em que o empresário e sua equipe devem perscrutar o ambiente na busca por sinais, que nem sempre são claros e poucas vezes são verbalizados pelos clientes.

De acordo com os pesquisadores, o grande desafio das MPMEs é fomentar uma cultura da inovação, estando a liderança bastante envolvida com questões operacionais e pouco comprometida estrategicamente com a empresa. Essa liderança precisa se reinventar, inovar nas suas atitudes e comportamentos para proporcionar um ambiente inovador capaz de transcender barreiras organizacionais. Assim, a busca pelo autodesenvolvimento é uma ferramenta básica que tira o empreendedor da “zona de conforto” e o remete à ação.

Outro ponto fundamental do estudo é a diferenciação entre inovação e tecnologia. Diferentes, uma existe sem a outra, mas estão bem ligadas. Mesmo que o negócio não tenha muito a ver com tecnologia, é hora – assim como na inovação – de parar de rejeitá-la e começar a buscar maneiras simples, baratas e criativas para se beneficiar. Entre os exemplos do uso da tecnologia para alcançar o sucesso, estão a simplificação de processos, a melhora da qualidade de vida dos colaboradores, o oferecimento de uma experiência mais agradável para os clientes e a oportunidade de capacitar a equipe e prepará-la para um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, com menos investimento.

Confira a íntegra da publicação no site do PNDV: http://pndv.org.br.

 

O estudo aponta as seguintes estratégias para ser uma organização exponencial:

– Priorize uma estrutura com poucos funcionários e baseada em informação.
– Crie um propósito transformador massivo.
– Utilize a mão de obra de pessoas que não trabalham diretamente para você.
– Cultive o engajamento da comunidade.
– Automatize o máximo de processos que puder.
– Quando um ativo for abundante, alugue, em vez de possuir.
– Crie oportunidades para que clientes relacionem-se da forma mais humana possível com sua empresa e uns com os outros.
– Gerencie a abundância, por meio de padronização e metodologias.
– Visualize e entenda os principais indicadores em tempo real.
– Saiba o que seus clientes querem, antes de produzir.
– Forme uma equipe multidisciplinar e com autonomia.
– Utilize tecnologias sociais para enxugar os processos.

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