4 de junho de 2020
Depois da tormenta, um novo lugar para ficar
Varejo SA por Varejo SA

São inúmeras frentes, da economia à saúde, da educação à cultura, das relações humanas ao mundo do trabalho. Com uma intensidade absolutamente inesperada, a Covid-19 abalou as estruturas em todo o planeta — e o Brasil não foi exceção. Entre os diversos desafios impostos pela pandemia, está por exemplo a obrigação de tomar decisões urgentes no combate à doença, tanto no campo das pesquisas científicas e ações sanitárias, quanto no da economia e da gestão de negócios.

Seja lá quais forem nossas escolhas, sabemos que estamos construindo um novo mundo a partir de uma situação de ruptura. A matéria que se inicia na página 24, abre espaço para essa discussão. Acompanhamos o debate entre o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa, e dois visionários da área econômica e do varejo, o economista Ricardo Amorim, e o especialista Marcos Gouvêa. O encontro foi organizado pela CNDL e acompanhado por lideranças de todo o país.

Ali foi possível vislumbrar as projeções de um Brasil que vai se abrir para questões de natureza quase filosófica, no sentido de que ninguém mais será o mesmo depois da pandemia. Isso será verificado na forma que vislumbramos o papel dos Estados, como tocamos nossos negócios e como nos organizamos enquanto entidades.

Na sequência, publicamos um estudo do diretor de projetos da CNDL, Daniel Sakamato, que mergulhou no pensamento dos maiores pensadores da atualidade para apontar o mundo possível no campo do comportamento, da cultura, da economia, dos negócios e da geopolítica. Gente como o professor e escrito Yuval Noah Harari e o economista Joseph Eugene Stiglitz, vencedor do Nobel de 2001, vão ajudar o leitor a entender o quão amplo e abrangente é o Covid-19.

Também publicamos uma entrevista riquíssima com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (ABIESV), Marcos Andrade, que está lançando o projeto Loja+Segura, um guia para o varejista reabrir sua loja seguindo as diretivas da Organização Mundial da Saúde. O projeto se encaixa nesse novo mundo pós-Covid 19, onde as relações de clientes e empresas serão transformadas e a necessidade de controle rígido da presença física das pessoas em lojas serão constantes.

Outra matéria que aponta para um futuro próximo é a que trata da chegada do Open Banking no mercado brasileiro. Após autorização pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Banco Central já iniciou o processo de regulamentação do sistema que compartilha dados, informações e serviços financeiros pelos clientes bancários em plataformas de tecnologia para que possam ter acesso a melhores taxas, prazos e serviços financeiros.

O novo modelo promete redefinir a relação de forças no sistema bancário brasileiro e imprimir mais competição, o que significa taxas e produtos com custos mais acessíveis. Mais do que isso, o Open Banking vai permitir ao varejista optar pela criação de sua própria fintech, com uma conta de pagamento e funcionando como um minibarco.

Como se vê, a turbulência pela qual estamos passando é violenta e grave, mas não vai durar para sempre. Sempre existe um lugar depois do horizonte, e é para lá que todos nós estamos indo.

Humberto Viana

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