13 de maio de 2019
De assistente a CEO
Renata Dias por Renata Dias

Virginia Vaamonde mostra que capacitar-se para novos desafios traz crescimento profissional e pessoal

Desde 2014, Virginia Vaamonde é CEO da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação. Mas sua história com a organização começou muito antes disso. Em 1997, a tradutora e intérprete deixou a empresa de telecomunicações, onde ocupava o cargo de gerente geral, para ficar perto da família. Na época, a empresa estava mudando de cidade e Virginia se lançou em variados processos seletivos.

Sua entrada na GS1 foi como assistente executiva trilíngue. Até chegar ao cargo de CEO, Virginia passou por diversas áreas da associação, atuando na coordenação da revista, depois coordenando toda área de comunicação, eventos, negócios, diretoria de marketing, só para citar os cargos que ela se recorda. “São 22 anos, mas, para mim, passou muito rápido porque na GS1 sempre tem novos desafios, metas para alcançar, indicadores, um ritmo puxado. Mas, às vezes parece que eu trabalhei em diversas organizações durante esse tempo”, recorda.

A trajetória de crescimento profissional dentro da GS1 caminha lado a lado do crescimento pessoal. Curiosa e interessada, Virginia fez diversos cursos de especialização ao longo dos anos, como gestão de pessoas, marketing e finanças, agarrando com vontade e competência todas as oportunidades que surgiam para crescer. “É preciso se preparar, não adianta achar que as coisas cairão no seu colo. As oportunidades aparecem e você pode deixar passar se não estiver suficientemente preparada”, indica.

Virginia aproveita para reconhecer uma característica da GS1, que dá oportunidade para as pessoas de dentro de casa. “Toda vez que abre algum processo de contratação, a gente primeiro vê se tem alguém bem preparado dentro da casa para essa pessoa concorrer com alguém de fora. E isso gera oportunidades, temos muitos talentos aqui que acabaram sendo promovidos ou mudaram de área em função desse nosso processo”, afirma.

Inteligência – Sob sua gestão, a GS1 criou a área de Inteligência de Mercado, que depois foi ampliada para Pesquisa e Desenvolvimento. O objetivo é suprir o mercado com informações e dados relevantes sobre tecnologia, automação e tendências. “Chegou um momento que eu pensei que a gente tinha uma quantidade enorme de informação relevante e que criar uma área de inteligência seria um caminho para que toda a organização fosse mais assertiva”, explica.

A GS1 é uma associação que tem como propósito implementar e disseminar padrões de identificação de produtos, como código de barras, levando melhoria para as cadeias de suprimentos, colaborando, assim, para o processo de automação. Os padrões GS1 melhoram a eficiência, segurança e visibilidade das cadeias de suprimentos em canais físicos e digitais em 25 setores. No Brasil, são mais de 58 mil associados.

Ela também coordenou a chegada da associação em Brasília, inaugurando um escritório no Distrito Federal com objetivo de atuação próxima ao Governo e agências regulatórias. “Eu acho que quanto mais você aprende, mais você entende que existe tanta coisa para aprender. Também entendo que é preciso cercar-se de bons profissionais para que, juntos, a gente alcance resultados para a organização”, definiu.

Virginia também é membro do Advisory Council da GS1, que reúne as 20 organizações mais relevantes. Além do contato contínuo, são três reuniões anuais para traçar estratégias para as 112 GS1 do mundo. Ou seja, as viagens estão sempre na agenda. “Acho que as viagens demandam bastante tempo sim, mas uma coisa que aprendi foi que, quando estou com meus filhos, meu marido, minha família, eu estou 100% com eles. Acho que o segredo é curtir realmente aquele momento e não ficar respondendo coisas do trabalho. Não se trata tanto de quantidade, mas sim da qualidade daquele tempo com eles”, aconselha Virginia.

Ela aproveita para reconhecer o apoio que sempre teve da família. Virginia tem duas filhas, um enteado e duas netas. “Nesse aspecto eu sou muito privilegiada porque tenho uma família que me dá, e sempre me deu total suporte”, revela. A CEO também elenca atividade física, hábito herdado do pai que era atleta, como fundamental. “A rotina de exercício também ajuda a equilibrar um pouco mais a minha vida”, finalizou.

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