9 de março de 2020
Conveniência: o novo significado do tempo
Varejo SA por Varejo SA

Todas as vezes que tratamos dos muitos significados do “tempo”, tendemos a recorrer a elementos relacionados à sua contabilização, ou seja, aquilo que é medido, como idade, anos, décadas etc. Também tentamos mensurar o tempo em intervalos mediante fases, ciclos, eras e tantas outras mais. Além disso, como não tratar o tempo como um estado atmosférico referente ao clima, tão presente e eloquente em nossa rotina diária?

O tempo já foi personificado na voz da atriz Fernanda Montenegro para uma propaganda de fim de ano de um grande banco, já foi representado pelo espírito da morte em filmes que tratam de sentimentos humanos cuja mensagem central era a valorização da vida. Enfim, o tempo é subsídio para uma diversidade de metáforas, abstrações e interpretações humanas, em uma incansável tentativa de explicá-lo, compreendê-lo e trazer paz para si, pois o que mais amedronta os seres humanos é o desconhecido.

Apesar de todos esses usos e explicações, nos dias atuais, o tempo ganha uma nova roupagem: virou recurso.

Sabemos que o ditado que proclama “tempo é dinheiro” é de conhecimento estabelecido, mas não tínhamos previsto a sua popularização por meio de uma palavra: conveniência.

Anos atrás, nos chocávamos e até ríamos de pessoas que chegavam em primeiro lugar em filas, seja lá para qual finalidade fosse, e vendiam sua posição privilegiada a quem se interessasse em comprar. Lá estava feito o negócio. Vendia-se o tempo.

 A conveniência se deu por demandas que não eram de conhecimento público, possivelmente necessidades de nichos de mercado. Pela democratização da internet, como também pelo desenvolvimento de aplicativos de celular, estamos presenciando um novo mercado da venda do tempo. Multiplicam-se plataformas, novos negócios, fintechs que têm como grande valor resolver pequenos e chatos problemas diários. Pedir um coco gelado sentado na areia da praia, fazer as unhas no conforto de casa, cotar orçamentos de diferentes profissionais para consertos domésticos, lavar o carro, alugar um imóvel sem precisar ir ao cartório ou banco, assinar documentos pelo celular, comprar comida ou qualquer coisa nova ou usada sem sair de casa são alguns poucos exemplos que talvez vocês já conheçam e usem.

No entanto, essa profusão de ideias e serviços é apenas o começo de um mercado que inicia seu aquecimento pautado em oportunidades infinitas. Para cada grupo, independentemente do momento de vida, classe social ou idade, existem demandas, burocracias e problemas. O novo mote da economia é a facilitação, é fazer a gambiarra esperta, rápida e inteligente em sistemas antiquados, obsoletos e arcaicos. Quem ganha com isso? Eu, você e todos os consumidores que valorizam a economia de tempo, pois rico é quem tem tempo. Duvida?

Comodidade, conveniência, tranquilidade, facilidades e conforto pertencem a um grupo de palavras relacionadas ao tempo, que se tornou uma moeda, um verdadeiro recurso humano. Quando alguém poupa o seu tempo para você, na verdade, está lhe dando muito mais que uma economia de horas; ele está lhe proporcionando bem-estar e uma sensação de felicidade, de respeito, de troca honesta. Nessa hora, a gente se faz a pergunta: quanto custa a sua satisfação?

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