8 de outubro de 2019
Como acertar na escolha do sócio
Humberto Viana por Humberto Viana

Veja as orientações para uma das decisões que exigem mais cautela do empreendedor

Ver o negócio crescer é um dos principais objetivos de um empreendedor. Muitas vezes, para que isso aconteça, é preciso que ele domine não só as características do mercado em que atua, mas também certos conhecimentos técnicos e teóricos, como recursos humanos, financeiros, contabilidade, marketing e, claro, administração.

Quando esta sobrecarga de atividades atrapalha a gestão do negócio, pode ser que esteja na hora de procurar um sócio. Essa escolha precisa ser baseada em uma série de critérios analisados antes da formalização da sociedade.

A escolha de um parceiro, quando se empreende por necessidade, é ainda mais delicada. Vale a pena buscar sempre uma avaliação mais aprofundada, pois as consequências de uma escolha errada irão durar por muito tempo.

Confira cinco orientações que o Sebrae reuniu para quem está no processo de busca de sociedades.

1. O sócio pensa diferente de você?

Se for para ter alguém igual a você no negócio, basta você mesmo. O sócio precisa complementar a sua forma de trabalhar e empreender, abrindo novas oportunidades e com um olhar sobre áreas de gestão nas quais você não se saia bem.

 2. O sócio escolhido terá que saber sobre o marketing e a tecnologia do negócio.

Para atuar como um sócio é necessário que a pessoa escolhida conheça do marketing do produto: sua precificação, seu público-alvo, e sua forma de se comunicar com o cliente.

3. Integridade e franqueza são essenciais.

É fundamental que haja relações profissionais, alicerçadas em transparência plena, isto é, comunicação assertiva e posturas claras e efetivas para soluções de desafios e problemas. Às vezes você pode não gostar de uma expressão ou colocação do seu sócio, mas é fundamental que você confie na sua integridade e na intenção do sócio em prol da empresa.

4. Pensamento positivo, otimista e resolutivo.

Um empreendedor precisa ser realista para reconhecer o seu lugar e suas condições, e ao mesmo tempo otimista para transformar o mercado e as pessoas com a sua empresa. O sócio precisa compartilhar dessa visão, e trabalhar com a crença otimista de que vai melhorar.

5. Atenção ao sócio investidor

Você vai ter um sócio apenas investidor, que não irá se envolver na operação da empresa? Cuidado! Apesar de ele entrar apenas com o dinheiro, é fundamental que ajude a empresa a abrir portas, encontrar novas parcerias e vender mais. Não aceite ter mais um patrão, sócio capitalista, sem que ele também contribua de algum modo para o crescimento do negócio.

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