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Tendências para o futuro do varejo: o consumo de nicho

Por Hilaine Yaccoub Antropóloga

Ano passado, uma grande multinacional do ramo de computadores me fez uma pergunta: até quando venderemos computadores para o brasileiro médio? Era uma questão vital para seu negócio e a empresa estava preocupada com o futuro; afinal, o brasileiro médio – a tal classe C – usa computador? Sim, usa, mas não aquele desktop ou laptop que meu cliente produz; usa o computador de mão, mais conhecido como celular.

 

Fizemos uma longa pesquisa de tendências de usabilidade de tecnologia e chegamos à conclusão de que a saída para meu cliente era o consumidor de nicho. A empresa não vai morrer, mas, para isso, ela precisa se adaptar aos novos tempos, conhecer muito bem o consumidor a ponto de antecipar suas necessidades, criando uma relação íntima com ele, sendo renovada de tempos em tempos.

 

Varejista que dorme no ponto perde a vez.

 

Novos escritores encontram nas editoras alternativas uma oportunidade para publicar suas histórias, uma vez que as grandes estão mais preocupadas com autores já legitimados, abrindo pouco espaço para determinado público leitor. Produtos de beleza veganos encontram em pequenas feiras locais um meio de se fazerem presentes na vida de consumidores que buscam fugir dos produtos das grandes empresas por possuírem agentes químicos em sua composição, assim como pessoas que possuem intolerância a determinados alimentos fomentam uma pequena indústria pronta para explodir a qualquer momento.

 

Arquitetos e designers de interiores já estão em busca de novos materiais, alternativos, possivelmente com maior custo-benefício e que possam ser utilizados para outros fins (que não aqueles indicados pela fábrica), para aprimorar decorações e obras, diminuir custos, aumentar a durabilidade etc.

 

A própria pesquisa de mercado, na qual me incluo, foi afetada pela flexibilidade. No meu caso, na minha consultoria temos adaptado nosso estudo ao budget do contratante para solucionar problemas do varejo no campo do atendimento, treinamento de equipe e CRM (ou gestão de relacionamento com o cliente). Pesquisa é investimento (e não custo) e deveria estar ao alcance de todos para diminuir possibilidades de erro nas tomadas de decisão.

 

Varejista, busque na sua área de atuação possibilidades de atender a clientes de nicho. Você verá que o descaso com o consumidor é tão grande que possivelmente ele será fidelizado por ter sido foco da sua atenção. Boa sorte!

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