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Inovar para crescer

Por Marcela Kawauti Economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

Tecnologia é tudo aquilo que amplia uma capacidade humana. Pode ser um invento simples ou complexo. Há tecnologia na roda, no martelo, no carro, no aplicativo e em quase tudo mais que nos cerca. Esses aparatos nada mais são do que instrumentos para intervirmos no mundo de modo mais preciso e, assim, produzirmos aquilo de que carecemos.

O desenvolvimento tecnológico foi uma constante ao longo do tempo. De incremento em incremento, fomos da roda à Uber. No seu negócio, você não precisa reinventar a roda todos os dias. Mas é imperativo inovar, seja nos processos internos, seja no oferecimento de soluções para os clientes.

A criatividade dos funcionários também pode e deve ser estimulada. Programas que premiem boas ideias são uma boa forma de empolgar a equipe. Por estarem mais próximos das atividades operacionais, os colaboradores desenvolvem mais conhecimento de aspectos específicos do negócio e, geralmente, estão em melhor condição para propor mudanças – desde que a economia surgiu como ciência, já se sabia que a especialização do trabalho favorece a inovação. Por que dispensar esse potencial?

É claro que a inovação não depende só da boa vontade e inventividade dos trabalhadores. Quando se pensa em um país, há fatores estruturais a sustentar a inovação, como o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Brasil investiu 1,24% do PIB em 2014 em P&D, proporção bem abaixo daquela observada em países reconhecidamente inovadores, como Japão, Alemanha e Estados Unidos.

Nestes anos de crise, a produtividade do país caiu seguidamente. Fizemos cada vez menos com a mesma quantidade de fatores de produção. Trabalhadores ficaram por um período muito longo afastados do mercado de trabalho e as máquinas paradas acumulavam depreciação. No ranking de países do Índice Global de Inovação de 2017, o Brasil ocupou a longínqua 69ª posição, com Chile e Colômbia à nossa frente.

Nesse contexto, a inovação pode ser de grande ajuda neste momento de (tímida) recuperação econômica. Vale destacar que o fenômeno da inovação eleva a produtividade: é possível produzir muito mais sem aumentar significativamente o volume de investimento. Isso quer dizer mais vendas e faturamento, sem que os custos da empresa sejam afetados. Mesmo com investimentos escassos e uma conjuntura pouco favorável, percebe-se a importância de inovar em meio aos impactos da recessão. Inovando, sua empresa pode sair na frente!

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