3 de maio de 2019
Brasileiros conversam mais sobre orçamento familiar em casa
Andrea Giardino por Andrea Giardino

Pesquisa revela que 85% costumam falar dos gastos, sendo que metade trata do assunto frequentemente. Já 79% tomam decisões relacionadas às despesas domésticas em conjunto com todos da família.

Quando o assunto é dinheiro, manter um diálogo em casa nem sempre é tarefa fácil, uma vez que cada pessoa possui uma forma própria de lidar com as contas no dia a dia. Mas essa tem sido uma rotina cada vez mais frequente entre as famílias brasileiras. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB), mostra que 85% dos entrevistados conversam em casa sobre o orçamento, sendo que metade (51%) discute com frequência – número que cresceu 7 pontos percentuais em relação ao ano passado.

Considerando a forma como os rendimentos da família são organizados, 51% mantêm os ganhos em contas separadas, com cada um administrando suas   finanças individualmente. Outros 25% possuem conta conjunta envolvendo todo o rendimento da família e, em 19% dos casos, cada familiar separa parte dos rendimentos para guardar na conta única da família.

Quando se observa o comportamento dos casais quanto à reserva financeira da família, 23% reconhecem não ter sobrasno orçamento. Em 17% dos casos, quando há sobras, esse recurso é destinado para uso pessoal – percentual que sobe para 23% entre os mais jovens.

Decisões sobre gastos familiares

79% das decisões sobre os gastos familiares são tomadas conjuntamente por todos os familiares.

21% são decididas por um único morador.

Quase metade dos casais briga por causa de dinheiro

O levantamento revela ainda que 46% dos casais admitem brigar por questões financeiras, estando o principal motivo das desavenças ligado aos gastos realizados pelo parceiro além de suas condições financeiras (38%). Já 54% não costumam entrar em conflito por causa de dinheiro.

As discussões também são motivadas, principalmente, pelo fato de o cônjuge gastar tudo que ganha e não formar uma reserva financeira (27%). Além disso, o hábito de consumir além da capacidade financeira é considerado prejudicial à saúde do orçamento familiar, de acordo com a pesquisa. Prova disso é que metade dos entrevistados (51%) acredita que algumdos familiares compromete com frequência o equilíbrio das contas, sendo o cônjuge apontado como um dos maiores responsáveis (20%).

Quanto o parceiro ganha por mês?

89% compartilham as informações sobre o salário do mês.

60% dividem o valor exato recebido.

29% mostram apenas o valor aproximado.

Entre os itens omitidos em relação aos gastos, estão roupas, calçados e acessórios (32%), maquiagem, perfumes e cosméticos (27%), além de comida ou guloseimas (25%).

“Dividir a vida com outra pessoa requer compartilhar não apenas sonhos e planos, mas, sobretudo, a realidade dos gastos pessoais e da família, com a maior abertura possível. Não é saudável deixar para conversar com o parceiro apenas quando acontece um problema”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

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