27 de janeiro de 2020
Autoestima é poder e nos salva de qualquer situação desagradável
Varejo SA por Varejo SA

Julgar pela aparência é sempre o melhor método para errar feio, bem feio, e construir sempre as ideias erradas sobre a vida das pessoas. Olhamos os demais por suas roupas, pelos seus gestos, pelo tamanho da fome e até pelo formato do corpo. Se é magra, achamos que é atleta; se é gorda, sedentária; mulher com cabelo curto é igual à revolucionária; homem de cabelo longo é ousado, enfim, uma mistura de conceitos que vão se acumulando, gerando suas interseções e nos fazendo achar que deciframos um ao outro a todo momento. Ledo engano! Você precisa saber disso.


Minha prima me chamou para fazer as últimas compras do enxoval do bebê e lá fomos mergulhar nas cheirosas lojas em tons pastéis que deixam todas as futuras mamães, vovós, titias e primas maravilhadas com os apetrechos.


Chocalhos, mamadeiras, chupetas, travesseiros, cueiros, pagãos, roupinhas, ou seja, todo o arsenal para que a chegada do seu bebê a esse mundo seja cercada de conforto e beleza.

A vendedora nos atendeu atenciosamente e explicava para que servia cada coisa. Eu, cujos filhos já passaram da universidade, consegui me atualizar das novidades. Nem imaginava a existência da metade dos apetrechos hoje recomendados para um bebê.

Além da intimidade com o tema, a simpática vendedora recomendou à futura mamãe os sutiãs próprios para amamentação e as roupas íntimas necessárias para que o corpo volte à sua forma o mais rápido possível. Ela, que se apresentava mais gordinha, entendia bem todas as angústias de minha prima. Rolou aquela total sintonia.


A afinidade foi tanta que minha prima, em um momento, exclamou:

– Nossa! Quanta coisa legal!

Ela respondeu:

–  A gente tem muita coisa útil para essa época em que a mulher tenta retomar suas formas e, ao mesmo tempo, tem toda a novidade de um bebê em casa.

Minha prima respondeu:

– Que coisa boa para você que está grávida também e trabalha em meio a tudo isso. Você deve levar muita coisa boa para o seu bebê, não é mesmo? Para quando será o seu?

Diante da pergunta, houve eternos segundos de silêncio. Foi quando percebi que alguma coisa estava errada. A vendedora respondeu mantendo seu humor e sua autoconfiança:

– Mas eu não estou grávida, ainda não tenho filhos. O que você vê aqui é excesso de gostosura mesmo.

E foi assim que uma situação que poderia ser desagradável foi salva pelo humor da vendedora, que deu um verdadeiro show de autoestima e poder. Arrasou!

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