23ª edição

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Natural de Belo Horizonte (MG), Bruno Falci é o penúltimo de uma família de dez irmãos. Graduado em Engenharia de Agrimensura, casado e com dois filhos, ele assumiu a presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) em janeiro de 2011. Falci também é presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e do Conselho Estadual do SPC de Minas Gerais e vice-presidente da Região Central da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG).

 

Aos 15 anos, começou a trabalhar na Casa Falci, empresa centenária do ramo de material de construção que foi fundada em 1908 pelo seu bisavô, o imigrante italiano Antônio Aleixo. Em 1993, após comprar as ações dos irmãos na empresa, assumiu sua direção. “Suceder meu pai e meus irmãos na empresa foi um grande desafio, mas uma das grandes conquistas da minha vida é conseguir, até hoje, mantê-la em pleno funcionamento. Afinal, são 110 anos de história”, diz.

 

Qual é o segredo para o negócio seguir por gerações?

A maioria das empresas no Brasil é familiar. Acredito que a receita é manter um bom relacionamento familiar e profissionalizado. Existem os dois lados: se, por um lado, um desentendimento pode contribuir para o fim da empresa, por outro, a família, em um momento de crise, se desdobra mais para salvar o patrimônio, pois a empresa é seu sustento ou, às vezes, de outras famílias também. Isso gera muita responsabilidade, envolvimento e dedicação.

 

Como me tornei presidente da CDL-BH?

Já participava da diretoria da CDL-BH quando, em 2010, após eleição, assumi a Presidência. Quando assumi, me comprometi a fazer a melhor gestão da entidade. Estar à frente da CDL-BH, a maior do Brasil, é uma grande responsabilidade e uma incumbência muito especial para mim. Da Presidência da CDL-BH, surgiram outros desafios, como a Presidência do SPC Brasil e do Conselho Estadual e a vice-presidência da FCDL-MG.

 

Por que é importante participar?

Participar de uma entidade de classe é uma das maneiras de contribuir e somar com as questões que envolvem um segmento. Afinal, juntos somos mais fortes. Com compromisso e responsabilidade, podemos representar e lutar pelo setor junto aos poderes públicos.

 

Por que me tornei uma liderança?

Acredito que pelo grau de transparência, comprometimento, entrega, seriedade, responsabilidade e austeridade com que venho fazendo a gestão de todas as entidades das quais participo e, principalmente, por ter conquistado a confiança dos meus liderados.

 

Ser dirigente lojista para mim é…

É fazer da cidade, do estado e do país o melhor ambiente para os negócios. É trabalhar para o bem comum de um segmento e de uma sociedade, sempre em direção à prosperidade.

 

Qual é sua avaliação do cenário econômico atual?

Os indicadores macroeconômicos (inflação, juros e renda) estão demonstrando uma melhora da economia nacional. No entanto, a dinâmica econômica pode ser afetada, diretamente, pelo calendário eleitoral. Esse será um dos pontos mais desafiadores que teremos que passar ao longo do ano. O grande dever de casa do próximo governo será resolver a questão fiscal para garantir o crescimento sustentado da economia brasileira. Para isso, precisa aprovar as reformas estruturais necessárias (tributária e previdenciária), mantendo a confiança dos agentes econômicos em alta e alavancando, positivamente, o investimento produtivo que gera emprego e renda e, consequentemente, aquece o consumo.

 

Como avalia o cenário político atual?

É um cenário conturbado e incerto que inspira análise ponderada e cuidadosa, para que evitemos uma ruptura social. Temos que aprender a separar a economia da política. No Brasil, os fatos políticos impactam a economia, o que é ruim para todos. Estamos vivenciando um momento de combate à corrupção e isso pode influenciar a confiança dos empresários e consumidores na política e na economia.

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