9 de abril de 2020
A voz do varejista
Varejo SA por Varejo SA

Em outubro, além da CNDL, que completará 60 anos, a revista Varejo s.a. comemorará 47 anos de criação

Foi em outubro de 1973, quando Jorge Franke Geyer era presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que a revista Diretor Lojista, que mais tarde passaria a se chamar Varejo s.a., começou a circular. O primeiro número trazia na capa a imagem de uma moeda de bronze, mais precisamente, uma peça do segundo reinado de D. Pedro II (1840-1889). Tomando metade da publicação, a efígie do imperador, o ano da cunhagem (1878) e a inscrição em latim: D. Pedro II, com a graça de Deus, imperador constitucional e perpétuo defensor do Brasil.

A pompa da capa tinha razão de ser. No início daquele ano, quase dez anos antes de o primeiro computador pessoal ser lançado e 15 antes da primeira conexão de internet no Brasil, as revistas carregavam um peso enorme. Sem sites e redes sociais, os periódicos possuíam grande prestígio e responsabilidade.

No caso de uma revista institucional, a responsabilidade era dobrada. As revistas eram os únicos canais de expressão das associações de classe. Para a Diretor Lojista, era mais que isso: a publicação também era um canal de debate e, principalmente, espaço de orientação e ferramenta de tomada de decisões.

Isso estava expresso já no primeiro editorial da publicação, em que Geyer indicava a função do periódico: “A revista Diretor Lojista não pode resolver nossos problemas, mas pretende nos ajudar a tomar decisões acertadas cada vez que tivermos que mudar o rumo de nossos negócios”.

Editorialmente, como hoje, a revista trazia informações de atividades e eventos ligados à entidade. Curiosamente, o primeiro número destacou a realização da XIV Convenção Nacional do Comércio Lojista, evento que também acontece neste ano. A convenção teve uma grande repercussão na imprensa, sobretudo em relação ao entendimento, por parte do Ministério da Fazenda, de que o ICMS não deveria incidir sobre os acréscimos nas vendas a prestações concedidas pelas próprias lojas[AB1] . Uma vitória para o setor, informava a matéria.

Varejo s.a.

Muita coisa mudou desde 1973. A revista, que nasceu com o nome Diretor Lojista, passou a se chamar Dirigente Lojista e, em 2016, ganhou nova designação: Varejo s.a. O conteúdo também sofreu alterações: de um espaço de registros meramente institucionais, o periódico tornou-se um veículo com temas mais plurais, aberto a assuntos variados do universo do comércio e serviços.

Matérias voltadas à tecnologia e suas aplicações no dia a dia das pequenas e médias empresas ganharam igual destaque às discussões políticas e decisões de classe. O mesmo aconteceu com as inovações dos modelos de gestão, recursos humanos e visões de negócio. “A revista acompanha a evolução do varejo e, como acontece nesse setor, está em constante transformação”, explica o editor, Humberto Viana.

Com uma tiragem de oito mil exemplares por mês, a Varejo s.a. chega a um público diversificado. Está em consultórios médicos, salas de espera e em cada uma das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) do Brasil. Na internet, ganhou endereço próprio, perfis nas redes sociais e, evidentemente, mais alcance. “Hoje, a revista é um importante veículo de informação dos anseios do varejo”, diz o presidente da CNDL, José César da Costa. “Com ela, conseguimos levar ao cidadão comum, às lideranças varejistas e às mais diversas autoridades do país nossas demandas e conquistas”, diz.

Na opinião do dirigente, a revista segue cumprindo as tarefas para as quais foi criada e ainda completa o sistema de comunicação integrada da CNDL. “Hoje, a CNDL possui canais na internet, redes sociais e mais recentemente montou um estúdio para a produção de conteúdos audiovisuais. Cada um deles executa bem o seu papel. A Varejo s.a., em especial, carrega a responsabilidade de produzir um conteúdo mais analítico, que acaba servindo de base para todas as outras plataformas”, explica Costa.

Para o presidente, a publicação dura tanto tempo porque ainda consegue levar informação aos cantos mais remotos do Brasil. “Existem lugares em que as pessoas ainda prezam pelo modelo impresso, seja pelo apego ao formato, seja pela dificuldade de ter acesso pela internet”, afirma. “Mas o mais importante é que, tanto para esses leitores quanto para os que acompanham a versão digital da revista, o cidadão, o varejista, tem seu veículo voltado para as coisas do comércio, do varejo e do serviço, sempre com o compromisso de informar, instruir e propor novos caminhos para o nosso setor”, conclui.


 [AB1]Está estranho. Confirmar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *