1 de outubro de 2017
A nova onda da economia compartilhada
Varejo SA por Varejo SA

A opinião dos brasileiros sobre as últimas tendências do consumo colaborativo

Por Renan Miret

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Quem poderia imaginar, há alguns anos, que um turista estaria disposto a hospedar-se na casa de um estranho, em vez de recorrer a um hotel? Ou, então, alugar o próprio carro em períodos ociosos para aqueles que precisam e podem pagar, encontrando, assim, uma nova fonte de renda? Na era da economia compartilhada, histórias como essas estão se tornando cada vez mais comuns.

De acordo com uma pesquisa realizada em todo o país pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as modalidades de consumo colaborativo mais conhecidas e utilizadas pelos brasileiros são o aluguel de casas e apartamentos em contato direto com o proprietário (40%), caronas para o trabalho ou faculdade (39%) e aluguel de roupas (31%).

Outras formas de economia compartilhada a que os consumidores já recorreram são: aluguel de bicicletas espalhadas pela cidade (17%), aluguel de quartos para terceiros, como viajantes, por exemplo (16%), locação de carros particulares (15%) e compartilhamento de moradias em estilo comunitário, também conhecido como cohousing (15%).

 

79% dos brasileiros concordam que o consumo colaborativo torna a vida mais fácil e funcional.

68% imaginam-se participando de práticas nesse sentido em no máximo dois anos.

 

Para determinadas categorias de produtos, os brasileiros acreditam que vale mais a pena alugar, em vez de adquirir um novo, como livros (56%), equipamentos de ginástica (53%), artigos esportivos (53%), itens de jardinagem (51%) e instrumentos musicais (50%).

Levando em consideração os últimos 12 meses, 24% dos consumidores venderam alguma peça do próprio guarda-roupa e 22% repassaram seu celular para terceiros mediante uma venda.

 

Vantagens

As principais vantagens do consumo colaborativo, na visão dos consumidores, são:

– Economia de dinheiro (47%).

– Evitação de desperdício (46%).

– Combate ao consumo em excesso (45%).

– Ajuda ao próximo (38%).

– Incentivo à troca de experiências com outras pessoas (34%).

– Contribuição para a preservação do meio ambiente (31%).

– Oportunidade de conhecer gente nova e fazer novas redes de relacionamento (30%).

– Oportunidade de ganhar dinheiro.

 

Receios

O crescimento do consumo colaborativo no Brasil, contudo, ainda enfrenta barreiras pela falta de confiança entre as pessoas, sugere os resultados da pesquisa.

– 47% relataram o medo de serem “passados para trás” ao aderir ao consumo colaborativo.

– 42% disseram ter medo de lidar diretamente com estranhos.

– 37% citaram a falta de garantias no caso de não cumprimento de acordos.

 

Oportunidades à vista

Conheça práticas de consumo colaborativo que os brasileiros nunca fizeram, mas já ouviram falar e se mostram mais propensos a aderir:

– Aluguel de bicicletas comunitárias, geralmente em pontos espalhados pela cidade (36%).

– Compartilhamento do ambiente de trabalho, conhecido como coworking (36%).

– Aluguel de itens esportivos (33%).

– Aluguel de quartos para terceiros, como viajantes (32%).

– Aluguel de brinquedos (31%).

 

Já as práticas menos utilizadas e que os entrevistados igualmente estariam menos propensos a realizar são:

– Hospedagem de animais de estimação em sua própria residência (41%).

Cohousing, ou seja, quando pessoas alugam uma casa e dividem as despesas, vivendo num estilo comunitário (37%).

– Aluguel de utensílios e móveis da casa (36%).

3 thoughts on “A nova onda da economia compartilhada

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