8 de outubro de 2019
A era da internet e os hábitos de consumo infantis
Marina Galerani por Marina Galerani

Como lidar com as mudanças de comportamento de consumo de uma geração que já nasceu digital?

A chegada dos últimos meses do ano dá a largada para algumas das principais datas comemorativas do país. O Dia das Crianças aparece nesse ranking atrás apenas do Natal, o campeão, e do Dia das Mães. Em 2018, foram R$ 9,4 bilhões movimentados pelas pessoas que presentearam crianças no mês de outubro, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Comparados aos anos anteriores, a expectativa de vendas e o gasto médio do brasileiro com o Dia das Crianças têm apresentado queda. No entanto, agradar o “miniconsumidor” é cada vez mais o grande desafio do segmento. As mudanças profundas que têm sido observadas no comportamento do consumidor se aplicam também às crianças – ou, por que não, principalmente a elas, que já nasceram na era da internet.

Giovanna Jardim, mãe de Alexandre, 11 anos, observa uma grande dependência às telas. “Eu diria que o digital é uma extensão da vida deles, é o principal canal de conexão com o mundo”, afirma. A rapidez com que os brinquedos, celulares e computadores se tornam obsoletos e o vasto acesso à informação tornam esse pequeno consumidor muito exigente. “Há também muita ansiedade para adquirir as coisas e se igualar aos amiguinhos e, por exemplo, aos grandes gamers do momento”, conta Giovanna, que admite o grande desafio que é resgatar os momentos de diversão off-line e à moda antiga.

A Ri Happy, um dos maiores players do mercado de brinquedos infantis, identificou essas mudanças de comportamento. “O consumidor está cada vez mais conectado, com acesso democratizado à internet. Com isso, as crianças ficam sabendo dos lançamentos mundiais com muita velocidade”, explica Carlos Fernandes, diretor de Operações do Grupo Ri Happy. A mudança na jornada de compra também exige adaptação: dados da CNDL apontam que 59% dos brasileiros passaram a se dedicar à pesquisa de preços, o que não é diferente entre os consumidores de artigos infantis. “Cada vez mais, consumidores usam a internet para pesquisa de preço e produto. O varejo voltado às famílias com crianças precisa ser cada vez mais omnichannel e acompanhar a jornada do cliente, independentemente do canal”, afirma.

Lidar com esse novo cenário consiste em entender a fundo o consumidor e seus comportamentos. “A Ri Happy é uma empresa centrada no cliente, que cada vez mais investe em entendê-lo e oferecer soluções segmentadas pelos respectivos perfis de clientes”, conta o diretor de Operações da empresa. A grande missão da marca é estimular o desenvolvimento infantil por meio do brincar. Há um grande investimento em lojas lúdicas, com espaço para brincadeiras, atividades e eventos para interação entre pais e filhos. Atendendo à demanda por soluções omnichannel, ou seja, que ampliem a experiência do cliente pela interação entre todos os pontos de contato (on-line e físicos) da empresa com ele, a Ri Happy lançou a plataforma de fidelidade Meu Solzinho, que dá dicas de brincadeiras e missões para famílias com crianças e funciona por comando de voz. O futuro aguarda uma fusão cada vez maior do on-line e off-line. Na era digital, os consumidores se tornaram indiferentes em relação ao canal específico usado pela empresa: eles querem ser reconhecidos e atingidos onde quer que estejam, seja num site, seja numa mídia social ou loja física. No segmento infantil, essa fusão também se consolidará. “Acreditamos que no futuro a criança irá ampliar, cada vez mais, seu repertório de diversão, incluindo tecnologia à brincadeira”, prevê Fernandes. A transformação digital deixa de ser um diferencial e se torna uma necessidade.

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